E-commerce na pandemia: 4,5 black fridays em 2 meses, como isso aconteceu?

Se falássemos que o comércio digital experimentaria os resultados de uma black friday prolongada durante a quarentena de um vírus mundial, nem os gestores mais positivos acreditariam. Mas é exatamente isso que ocorreu com o e-commerce na pandemia do novo coronavírus.

Quando os primeiros casos foram confirmados no país, enfrentamos uma onda de preocupação sanitária e, logo após, a incerteza sobre o que viria a seguir. Assim que as primeiras medidas surgiram para combater o coronavírus, as previsões se tornaram ainda mais assustadoras. Os comércios não-essenciais precisaram fechar as portas e muitas empresas não resistiram aos primeiros meses de queda.

Mas, apesar do cenário, algumas soluções surgiram para minimizar os efeitos da quarentena e atender à demanda dos consumidores. A primeira delas seguiu uma tendência já existente no mercado, que era atender o consumidor de forma completamente digital, ou com integração total entre canais de venda offline e online.

Afinal, se as empresas não poderiam abrir, e os clientes precisavam evitar sair de casa, mas ainda assim havia a necessidade de consumo, por que não realizar as compras online?

Com essa nova perspectiva, as compras online aumentaram 40% logo nos primeiros meses da pandemia. O que garantiu que muitas empresas conseguissem contornar o cenário catastrófico que surgia.

Vamos entender melhor como está, hoje, o cenário do e-commerce na pandemia e o que podemos esperar do futuro?

As maiores preocupações do e-commerce na pandemia

e-commerce na pandemia

Há alguns anos estamos acompanhando uma verdadeira revolução para acompanhar, primeiro o consumidor 3.0 e, hoje, o cliente 4.0. Eles não querem ter acesso apenas a canais online, a demanda é por uma experiência que flutue entre o universo online e offline e entregue para o consumidor todo o poder de escolha durante a jornada de compra.

Para as empresas que já acompanhavam esse tendência e implantaram estratégias omnichannel, o crescimento da participação da vendas online no varejo já era algo esperado. Mas, claro, não nesta crescente que experimentamos de março até o momento.

Hoje, o e-commerce na pandemia representa 10% das vendas totais, porcentagem que era esperada para ocorrer em 3 anos. Antes deste período, tinhamos uma participação de 4%, muito abaixo da China, EUA e Inglaterra, por exemplo.

Isso é um ótimo sinal, certo? Bom, para o faturamento, sim!

A grande questão, no entanto, é que muitas empresas não estavam tecnologicamente preparadas para este salto. De acordo com dados levantados pelo SEBRAE, na primeira semana do mês de abril, 600 mil micro e pequenas empresas fecharam as portas.

Esse cenário forçou uma readaptação rápida no planejamento logístico, investimento em tecnologia e inovação na forma de atendimento ao cliente. Sem contar, é claro, no remanejamento de profissionais que passaram a atuar de forma remota.

Levando em conta todo esse cenário, e o pico de incertezas no começo do ano, principalmente nos meses de março e abril, grande parte das empresas viram seu faturamento despencar.

Mas, apesar de todos estes desafios, a retomada ocorreu muito antes do previsto, pelo menos no que tange o e-commerce na pandemia, e, nas semanas seguintes, o crescimento ocorreu de forma surpreendente.

Como os e-commerces tornaram-se uma das melhores estratégias na pandemia

Já na segunda metade do mês de maio, a demanda e o consumo começaram a apresentar um crescimento bastante considerável. Com a retomada do consumo de bens não-essenciais, as empresa poderiam atender à demanda completamente online, sem que os clientes, e, claro, os colaboradores, saíssem de casa.

A questão era a falta de digitalização que ocorre no Brasil, diferente de grande parte dos países desenvolvidos, a nossa taxa de empresas físicas, que tinham canais online, era extremamente baixa.

Foi, então, que a solução mais óbvia, e mais eficiente, surgiu: investir na criação e no desenvolvimento do e-commerce na pandemia. Veja abaixo como ocorreu essa expansão.

Expansão do e-commerce na pandemia

Devido à urgência de soluções, que minimizassem o impacto econômico do isolamento social e das incertezas, a implantação da estratégia de digitalização dos canais de atendimento e vendas foi extremamente rápida.

Não à toa, o Brasil registrou um aumento médio de 400% no número de lojas que abriram o comércio eletrônico por mês durante o período da quarentena. No período anterior, tínhamos uma média de 10 mil aberturas por mês, passamos, logo após o decreto do isolamento social, a  50 mil mensais.

Impressionante, não?

O medo, no entanto, era que a demanda não acompanhasse o aumento de novos negócios e da transição das ofertas físicas para o universo online. Na prática, isso não ocorreu. De acordo com o estudo desenvolvido pela NuvemShop, O E-commerce na Pandemia 2020, a busca por lojas online cresceu exponencialmente, 64% pelas principais plataformas de e-commerce. Veja só:

Fonte: O E-commerce na Pandemia 2020

Essa busca não se refere apenas a consumidores que pesquisam online, também diz respeito a colaboradores que perderam seus cargos e estavam em busca de empreender e empresas que ainda não tinham canais online disponíveis para os consumidores.

Mas será que a demanda acompanhou, de fato, essa expectativa de crescimento? De acordo com a pesquisa desenvolvida pela NuvemShop, sim! A plataforma fez um comparativo entre o número de pedidos do primeiro semestre de 2019 e comparou com o de 2020. Veja só:

A plataforma anunciou que o mês de abril e maio equivaleram, em média, a 4,25 black fridays, uma das principais datas para o comércio digital. Ou seja, o consumo online, em geral, aumentou apesar das incertezas.

Os setores que mais cresceram no e-commerce na pandemia foram:

  • Calçados – 99,44%;
  • Bebidas – 78,90%;
  • Eletrodomésticos – 49,29%;
  • Autopeças – 44,64%;
  • Supermercado – 38,92%;
  • Artigos Esportivos – 25,75%;
  • Móveis e Decoração – 23,61% e
  • Moda (18,38%).

Não deixe de ler: Tendências do E-commerce: 5 grandes dicas para ficar de olho.

O que podemos esperar para o futuro do e-commerce pós-pandemia?

A expectativa é que o crescimento continue, mas não tal como foi o e-commerce na pandemia. Afinal, tivemos um aumento sazonal devido ao cenário. Esse aumento gerou uma série de preocupações, principalmente logísticas, como atrasos, dificuldade de parceiros de transporte e entregas. Assim como relacionadas à gestão de estoque e integração entre os canais de vendas.

Como mencionamos, o mercado não estava preparado para essa expansão exponencial. Isso quer dizer que não houve planejamento adequado para atender à demanda de forma a manter o nível de serviço. Mas, ainda assim, as expectativas de crescimento são muito boas.

Algumas mudanças, no entanto, devem acontecer, como o aumento do investimento em estratégias omnichannel, automação de processos, tanto produtivos, como logísticos. E, claro, a continuidade da digitalização dos canais.

A ideia é que as empresas consigam seguir o crescimento do e-commerce na pandemia, mas com maior preocupação em relação ao planejamento. Desta forma é possível atender à demanda, sem prejudicar os níveis de serviço.

Podemos afirmar que a inteligência de dados vai ser primordial na retomada do mercado. Isso quer dizer que precisaremos investir mais em sistemas que possibilitem a captura e análise de dados. E, nessa jornada, a Maplink é a solução correta para a sua empresa!

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