Gerenciamento de risco no transporte de cargas perigosas (1) (1)

O que é gerenciamento de risco no transporte de cargas perigosas?

O gerenciamento de risco no transporte de cargas perigosas consiste em tentar prever possíveis riscos e danos no transporte a fim de diminuir as chances de eles acontecerem e também reduzir seus impactos, caso aconteçam. 

O transporte de cargas perigosas envolve riscos e tem o potencial de prejudicar não apenas o motorista do caminhão ‒ e a empresa, mas até mesmo a população que estiver a uma certa distância do veículo, em caso de algum acidente, por exemplo.  

Dessa forma, se o gerenciamento de risco no transporte de cargas comuns já é importante, o de cargas perigosas é ainda mais e requer muita atenção. 

Cada vez mais as empresas estão buscando ter um controle maior sobre isso, o que reflete nos índices de acidentes com esse tipo de carga. Eles vêm diminuindo, desde 2005, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Álcalis, Cloro e Derivados (Abiclor). 

Segundo o indicador de acidentes no transporte de produtos perigosos, o número de acidentes que chegou a ser de 1,46 em 2006 diminuiu para 0,25 e 0,30 em 2016 e 2017, respectivamente, no setor cloro-álcalis. 

O mesmo aconteceu com a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), cuja frequência de acidentes passou de 2,99 em 2005 para 0,61 e 0,78, em 2016 e 2017, conforme gráfico abaixo: 

Gerenciamento de risco no transporte de cargas perigosas

Fonte: ABICLOR

Antes de saber como fazer um gerenciamento de risco no transporte de cargas perigosas é preciso entender o que são elas e como elas são classificadas. 

De acordo com a ANTT, uma carga perigosa é aquela que representa risco para a saúde de pessoas, para a segurança pública ou para o meio ambiente, como as cargas de produtos químicos, por exemplo. 

Além disso, uma carga que não possui grau de periculosidade estando no armazém, pode se tornar perigosa durante seu transporte, como é o caso de grandes peças para a indústria de máquinas.

Leia também: Como calcular custo de entrega? Quais elementos são levados em conta

Como fazer o gerenciamento de risco no transporte de cargas perigosas

Fazer o gerenciamento de risco no transporte de cargas perigosas tem como objetivo principal reduzir a probabilidade e possibilidade de ocorrência de incidentes e acidentes durante o processo de envio dos produtos ao cliente. Dessa forma, é preciso seguir alguns passos:

  • Identificar o potencial risco
  • Avaliar o risco
  • Controle de risco e quais tomadas de decisão caso aconteça
  • Medir o resultado da execução

1) Identificar o potencial risco

Para identificar quais são os riscos possíveis que uma empresa pode enfrentar é necessário conhecê-la profundamente, bem como o produto a ser transportado. Todos os riscos devem ser anotados: desde o momento em que a carga perigosa sai da empresa, seu trajeto e até o momento em que ela é entregue. 

Uma falha no momento de colocar a carga no caminhão pode resultar em um dano gravíssimo durante o transporte. Uma dica importante é buscar informações sobre como transportar cargas perigosas

2) Avaliar o risco

Uma dica nessa fase é montar uma planilha no excel para categorizar os riscos em graus de urgência para saber a quem recorrer posteriormente, caso seja necessário. Isso pode ajudar na otimização do processo de solução de um problema.

Ao avaliar o risco, descreva-o esgotando todas as possibilidades de modo que qualquer pessoa consiga tomar uma atitude com base no seu documento. 

3) Controle de risco e tomadas de decisão

Nessa parte do gerenciamento de risco no transporte de cargas perigosas você vai basicamente dizer quais atitudes a empresa vai tomar caso algum dos riscos aconteçam de fato, sendo portanto uma das partes mais importantes. 

É isso que vai garantir que você saiba como agir e, melhor, como agir rapidamente, caso uma das possibilidades se torne realidade. Pois, se existe a chance de algo acontecer, por mais que você tome todo o cuidado, existem algumas variáveis que não estão no seu controle, não é mesmo?

4) Medir o resultado

Vamos supor que um dos riscos virou fato. Depois de ter solucionado tudo e que estiver sob controle é hora de mensurar os danos e transformá-los em ganhos. Aqui entra aquela palavra mágica: resiliência. A capacidade de aprender com os erros. 

Nesse momento, é hora de colocar tudo na ponta do lápis: onde aconteceu o erro, como poderia ser evitado e qual foi o impacto. É importante avaliar tudo para que não aconteça novamente e caso aconteça, que gere menos impacto. 

A partir disso, também vale observar quais medidas podem ser aplicadas, como educacionais, técnicas ou gerenciais, a fim de fazer a prevenção e redução das perdas.

Vantagens do gerenciamento de risco no transporte de cargas perigosas

Além de evitar acidentes, como já mencionado anteriormente, o gerenciamento de risco no transporte de cargas perigosas, oferece várias outras vantagens para a empresa, como otimização do tempo para as tomadas de decisão com relação a riscos e redução de possíveis prejuízos.

Como ele visa melhorar a segurança, acaba ajudando a reduzir os gastos, como com seguros, por exemplo, e consequentemente reduz custos de transportes também. Outro aspecto importante e quase que subjetivo é com relação à visão da empresa para o cliente. 

Uma empresa que se preocupa com a segurança de seus funcionários, de seu patrimônio e da população em geral, será sempre bem vista por todos, não é mesmo? Isso agrega muito valor à sua marca. 

Tecnologia a seu favor

Você sabia que a tecnologia pode ajudar bastante no gerenciamento de risco no transporte de cargas perigosas? 

Isso porque soluções que permitem utilizar a inteligência de geolocalização podem ajudar a melhorar a integração entre os canais online e offline, por meio da integração do sistema da sua empresa com a API do Google Maps

Mas como funciona na prática?

  • Possibilita controlar a entrega em tempo real, levando em conta as características da sua empresa;
  • Integração e implementação de APIs para otimização de processos logísticos e gerais;
  • Possibilita a criação de roteiros de visitas para equipes internas que vão a campo;
  • E muitas outras possibilidades!

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