quinta-feira, setembro 2, 2021

Chegamos à logística 4.0 no Brasil?

A Logística 4.0, no Brasil, ainda dá os seus primeiros passos. Se por um lado, essa é uma notícia ruim, afinal, estamos atrás dos países mais desenvolvidos, por outro é uma grande oportunidade.

Como? Se as estratégias e ferramentas da logística 4.0, no Brasil, ainda não se popularizaram, a sua empresa pode sair na frente dos concorrentes, investindo em tecnologia como um grande diferencial competitivo. Mas o que exatamente é a logística 4.0?

Bom, o termo remete à 4.ª Revolução Industrial, devido às transformações tecnológicas ocorridas nas últimas décadas. Por isso também chamamos de Indústria 4.0.

O termo 4.0, na verdade, surgiu, oficialmente, em 2011, na Feira de Hannover – Alemanha. Essa feira é um dos maiores eventos sobre automação industrial do mundo. A localização não é exatamente uma surpresa, afinal, o país é considerado uma das maiores referências em automação, controle e tecnologia na área de engenharia.

Precisamos salientar, no entanto, que, apesar da automação ser um dos principais pilares dessa nova revolução, não estamos falando apenas sobre tecnologia. A revolução 4.0 é uma modernização estrutural completa dos meios de produção e uma nova visão no planejamento e na execução do desenvolvimento de produtos.

Principalmente em se tratando de conectividade, integração e do uso muito mais inteligente – e estratégico – de dados e informações. As principais ferramentas utilizadas nesta revolução 4.0 são: Big Data, IoT, Inteligência Artificial, Machine Learning.

Com todo o avanço industrial, a logística não poderia se manter desatualizada. O caminho natural foi o aumento do investimento em tecnologia, integração, automação e planejamento. Mas, naturalmente, os avanços não ocorreram na mesma velocidade – e profundidade – em todos os países do globo. O nosso foco, portanto, neste artigo, é entender melhor sobre essa revolução e como está a Logística 4.0 no Brasil.

Vamos lá?

Logística 4.0 no Brasil – o começo

Logística 4.0 no Brasil

Como mencionamos acima, o termo logística 4.0 surgiu, na Alemanha, em 2011. O marco dessa revolução se deu devido a um salto tecnológico tão significativo quanto a máquina a vapor, as linhas de montagem e a popularização da internet. Hoje, estamos falando de alta tecnologia, que gerou um salto de eficiência incomparável, no qual inúmeros processos foram automatizados e digitalizados, tanto na indústria, quanto na logística.

Essa onda de tecnologias complexas, integrativas e ultraconectadas não chegou com a mesma rapidez no Brasil. O país, além de todos os desafios naturais, também enfrenta muita resistência na importação de inovações, pesquisas e desenvolvimento.

Apesar dos inúmeros obstáculos, o cenário pandêmico atual forçou uma atualização rápida e urgente da logística. Afinal, precisávamos atender uma demanda completamente inesperada e ainda muito nova para grande parte das empresas.

Isso quer dizer que já alcançamos o nível tecnológico e de automação esperado?

O Brasil faz parte, hoje, dos países que estão na 4.ª Revolução Industrial?

Na verdade, não. Apesar do crescimento no nível de automação, o país ainda apresenta estruturas, técnicas e ferramentas da 2.ª e da 3.ª Revolução.

A Exame publicou recentemente, um artigo baseado na pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil com apoio da GfK. Nesta matéria podemos identificar que o nível de automação nas empresas aumentou 4% de 2018 para 2019.

Apesar da evolução em todos os setores empresariais, ainda estamos muito aquém do nível de automação dos países desenvolvidos. Esse atraso se tornou ainda mais evidente no boom do consumo digital, impulsionado pelas medidas de contenção da pandemia do novo coronavírus.

Além da transição de canais de venda e relacionamento com o cliente, já esperada, houve um aumento de consumo não imaginado. Nos primeiros meses de pandemia, os e-commerces tiveram que lidar com uma movimentação semelhante a mais de 4 Black Fridays.

É claro que isso evidenciou nossas deficiências logísticas, falta de planejamento, tecnologias ineficientes, falta de integração e conexão com outras áreas.

A expansão do e-commerce chegou a 40% ao ano, o número de transações em e-commerces, aplicativos, sites, etc. cresceu 80%. Isso fez com que o faturamento saltasse de R$ 44 bilhões para quase R$ 80 bilhões, em 8 meses (janeiro a agosto de 2020), 75% maior que o mesmo período de 2019.

Para atender essa demanda, as empresas precisaram incluir ferramentas e tecnologias da logística 4.0 no Brasil, como as estratégias omnichannel, por exemplo. Muitas delas, inclusive, precisaram antecipar planejamentos de inovação e implantação de novos canais.

Essa evolução, no entanto, ainda não nos coloca na logística 4.0 no Brasil. Ainda é preciso muito investimento em pesquisa, desenvolvimento, infraestrutura e tecnologia. Mas por quê?

Principais desafios da Logística 4.0 no Brasil

O Brasil é um dos países com maiores desafios logísticos, afinal, temos:

  • Um país com dimensões continentais;
  • Dependência quase que total do modal rodoviário;
  • Deficit na taxa de investimento destinada ao setor;
  • Frota antiga;
  • Relutância a mudanças;
  • Falta de integração com outros setores e
  • Tecnologias ultrapassadas.

Além, é claro, da alta burocratização em todas as etapas e processos logísticos. Esse conjunto, naturalmente, retarda a alocação do país na logística 4.0.

Isso quer dizer que não há nada que as empresas possam fazer a respeito?

Não! Muito pelo contrário, as expectativas para o futuro da logística 4.0 no Brasil são extremamente positivas. E as empresas podem colaborar para que o país absorva as tecnologias e inovações da 4.ª Revolução com muita mais agilidade e eficiência!

O que podemos esperar para o futuro da Logística 4.0 no Brasil?

Especialistas de logística acreditam que nos próximos anos, a logística 4.0 no Brasil deve entrar em outro patamar. Os maiores impulsionadores são as startups, multinacionais e grandes empresas do varejo, que conseguiram se manter em períodos de crise e, inclusive, nesse cenário de pandemia. Com tecnologia, conectividade e integração, essas empresas mostraram ser possível atender o cliente digital de forma eficiente e automatizada.

Hoje, cabe, portanto, às empresas darem, de forma autônoma, um passo em direção à evolução da logística 4.0 no Brasil.

Como a sua empresa pode se manter atualizada?

Para inserir a sua empresa na logística 4.0 no Brasil é fundamental trabalhar em três frentes:

  • Investimento em tecnologia – Principalmente, IoT (internet das coisas), Inteligência Artificial, robótica, Machine Learning, geolocalização e Big Data;
  • Capacitação – Para que os colaboradores saibam trabalhar, de forma eficiente, com as novas tecnologias e estratégias da logística 4.0 no Brasil;
  • Cultura organizacional voltada para inovação – Esse pilar é fundamental para o sucesso e manutenção das implantações da logística 4.0 no Brasil. Afinal, um dos nossos maiores desafios é a resistência à mudança. Se a sua empresa tem a inovação como parte integrante da cultura organizacional, a evolução se torna muito mais simples e ágil.

Veja mais: AI aplicado na Logística.

Nossa dica de ouro, para a sua empresa se manter atualizada na logística 4.0 no Brasil, é investir, principalmente, em tecnologias que garantam integração, conectividade, captura e análise de dados complexos. Como, por exemplo, as soluções da Maplink.

Maplink – A solução ideal para inserir a sua empresa na logística 4.0

A Maplink, maior empresa de tecnologia em geolocalização da América Latina, com 20 anos de experiência na área, fornece o apoio para otimizar as operações de sua empresa, garantindo informações estratégicas e a redução de custos operacionais.

Em parceria com sua equipe de TI, integramos soluções que permitem utilizar a inteligência da geolocalização para melhorar a comunicação entres os canais online e offline, por meio da integração do seu sistema com a API do Google Maps. Mas quais são os benefícios disso na prática?

  • Aumento da eficiência nos atendimentos, reduzindo o tempo de resposta e facilitando o acesso ao histórico de cada cliente;
  • Maior agilidade e melhora na comunicação entre cliente e empresa, garantindo uma experiência de compra muito mais positiva para o consumidor;
  • Maior agilidade no fluxo de trabalho, visto que o sistema passa a ser alimentado automaticamente e em tempo real;
  • Redução de custos por meio da automatização de atividades, eliminação do uso de papel e otimização dos deslocamentos ao agrupar trabalhos geograficamente próximos;
  • Acesso a dados atualizados, que facilitam o acompanhamento de métricas e indicadores que garantem a satisfação dos clientes;
  • Melhora na rentabilidade, devido ao aumento da produtividade da equipe.

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